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Profa.Dra.Kelly Cristina Stéfani ganha “Prêmio de Liderança Feminina Internacional” nos Estados Unidos

A Orthopedic Foot & Ankle Foundation estabeleceu o “Women’s Leadership Awards” (Prêmio de Liderança Feminina Internacional) para reconhecer as líderes femininas no campo da Cirurgia Ortopédica Pé e Tornozelo.
Eu recebi esse prêmio no AOFAS Meeting (Congresso da Sociedade Americana de Ortopedia de Pé e Tornozelo) em Chicago nos Estados Unidos.

Gostaria de primeiro agradecer à AOFAS por este prêmio.

Obrigado Tom Lee para criá-lo no ano passado e Sheldon Lin pela indicação para a edição deste ano. O prêmio também é uma pausa para pensarmos em nossa história, reconhecermos nossas escolhas e aqueles que nos apoiaram, olhando para trás. Agradeço aos meus mentores: Lew Schon, Steve Haddad, Tuilo Diniz e meus pais. E por último, mas não menos importante, este prêmio tem a missão de inspirar outras mulheres e provar que é possível que as mulheres estejam em qualquer lugar, principalmente fazendo a diferença em nosso campo de pesquisa, inovando e criando um novo futuro. É por isso que sou mais do que feliz, sou lisonjeado e inspirado a fazer mais pela nossa associação, pelas mulheres e pela ciência.
“Pensar é a minha luta” (Virginia Woolf).

Profa.Dra.Kelly Cristina Stéfani

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Medicina do esporte

O pé do corredor. Uma das bases necessárias para melhorar seu desempenho!

Pensando no corpo como uma linda e complexa rede de ossos de diversos tamanhos e formas, músculos envolvidos em movimentos de mais de uma articulação, fáscias, tendões, cápsulas e tantas outras estruturas, percebemos que a INDIVIDUALIDADE deve ser sempre respeitada tanto no treinamento como na reabilitação.

 

Já ocorreu com você?

 

  • Comprei o tênis tal porque melhorou a postura do atleta que corre comigo!
  • Vou aquecer e alongar, tanto antes como depois porque um parceiro disse que é ótimo para correr de forma certa!

 

Sem receita de bolo ok! Vamos lembrar que nosso corpo é uma “máquina” onde cada um tem um “manual” diferente do outro e nem sempre o que vale para um vale para todos.

 

Quando temos dores nos pés, logo pensamos em palmilhas, apoio para calcanhar e outros dispositivos que podem ser necessários para as fases agudas de uma lesão que depois de tratada terá uma abordagem de reabilitação diferente.

 

Estudo de (O. McKeon et al. 2018) descreveu que um programa de fortalecimento dos músculos intrínsecos do pé é fundamental, assim como também fazemos para outras partes do corpo.

 

Sim atletas, existe também a musculação para que os pés estejam fortes e funcionais durante a corrida.

 

Dessa maneira, correr de forma adequada será um prazer, uma satisfação!

 

Logo mais estamos de volta!

Robério Pires

Fisioterapeuta – CREFITO 376.006-F

telefone para agendar sessões de fisioterapia com pedido médico: 3031-7689

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Medicina do esporte

Doenças cardiológicas causadas pelo uso ilícito de hormônios anabolizantes

O uso de anabolizantes por esportistas e praticantes de musculação tem aumentado de forma significativa nos últimos anos, porém são vários os problemas de saúde causados pelo uso inadequado destes hormônios.

Seu uso está associado a problemas de fígado (insuficiência hepática ou tumores no fígado), infertilidade, acne, alterações comportamentais (especialmente agressividade), elevação de colesterol, da pressão arterial e da incidência de doenças cardiológicas. Em homens pode causar crescimento das mamas, queda de cabelo, atrofia dos testículos e redução da produção de espermatozóides.

Em maio de 2017, a umas das revistas mais importantes na cardiologia, a Circulation, publicou um estudo que avaliou a associação de doença cardíaca com o uso de hormônios anabolizantes em um grupo de fisiculturistas. Foram comparados não usuários de anabolizantes em relação aos que fizeram uso deles por um período que totalizou 2 anos de dose acumulada.

Neste estudo, os usuários de anabolizantes apresentaram redução significativa da fração de ejeção e da função sistólica do ventrículo esquerdo do coração (redução na capacidade de contração do coração) e um aumento importante das placas de arteriosclerose nas coronárias.

Os fatores mais importantes para o aparecimento destas alterações foram as doses mais altas e o maior tempo de uso de anabolizantes.

O artigo ressalta ainda que em torno de 80% dos usuários não são atletas profissionais e sim praticantes recreativos de musculação ou outros esportes motivados por fins estéticos.

 

É importante reforçar que a reposição de testosterona é indicada apenas em casos de deficiência bem documentada deste hormônio em homens (quando realmente necessária e com acompanhamento médico rigoroso é bastante segura) e muito raramente para mulheres. É assustador o número de mulheres que acredita ter deficiência de testosterona e já chega ao consultório com certeza da necessidade da sua reposição, especialmente mulheres jovens induzidas por falsas promessas feitas por profissionais ruins.

Não existe a famosa modulação hormonal, terapia anti-aging nem qualquer tipo de milagre para se adquirir um corpo bonito e saudável. Fuja de profissionais que façam este tipo de promessa.

E em caso de homens que desejam ter filhos a reposição de testosterona deve avaliada com muito pois pode causar infertilidade.

Pratique atividades físicas na maior intensidade que puder, tenha uma alimentação saudável a avalie com critério a necessidade de recursos ergogênicos e suplementos alimentares que possam trazer benefícios reais para você.

Fonte:

Cardiovascular Toxicity of Illicit Anabolic-Androgenic Steroid Use.

Baggish AL, Weiner RB, Kanayama G, Hudson JI, Lu MT, Hoffmann U, Pope HG Jr.

Circulation. 2017 May 23;135(21):1991-2002. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.116.026945.

PMID: 28533317

Dra.Fernanda Pena Moreira

CRM 170.765

Tel para consultas: 3050-5123

Formação acadêmica

  • Formada em medicina pela UFMG
  • Título de especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira em Endocrinologia e Metabologia – SBEM
  • Residência médica credenciada pelo MEC em Endocrinologia no Hospital da Previdência de Minas Gerais.
  • Residência médica credenciada pelo MEC em Clínica Médica no Hospital Santa Casa de Belo Horizonte.

Áreas principais de atuação

  • Endocrinologia do esporte
  • Diabetes mellitus
  • Obesidade
  • Doenças da tireoide
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Medicina do esporte

Quem precisa de suplementos alimentares ou ergogênicos?

O uso de suplementos alimentares e de outros recursos ergogênicos pode ser muito importante para o desempenho atlético. Atletas de elite geralmente tem indicação de usá-los. E atletas amadores envolvidos em esportes com treinamentos intensos e com altas demandas também pode se beneficiar.

Muitos indivíduos fazem treinamentos de alta intensidade e de longa duração, alguns com mais de 2 a 3 horas por dia, de 5 a 6 vezes por semana, e nestes casos o uso de suplementos passa a ser necessário para atingir as demandas metabólicas e energéticas elevadas, difíceis de serem atingidas na dieta habitual, principalmente em caso de atletas mais pesados.

A ingestão inadequada de calorias assim como a má qualidade de distribuição dos nutrientes pode levar a perda de peso e de massa magra, pode aumentar a incidência de infecções, aumentar a incidência de overtraining e de lesões. E consequentemente pode reduzir o desempenho.

Cabe ao profissional que a acompanha a estratégia nutricional e de treinamento do indivíduo determinar as suas necessidades energéticas assim como a melhor distribuição de macro e micronutrientes e a indicação de suplementos necessários para atender a sua demanda. E ainda é necessário que se avalie as particularidades de cada esporte para orientar qual recurso ergogênico ou suplemento poderá elevar a performance daquele atleta específico.

Porém nem todas as pessoas precisam ou se beneficiam de alguma forma do uso de suplementos. Para a maioria dos praticantes de atividade física que façam atividades de intensidade leve a moderada, de duração de até 60 minutos em torno de 3 a 4 vezes por semana, uma alimentação balanceada é suficiente.

Procure um profissional que possa ajudá-lo de forma ética e responsável a conquistar seus objetivos e sua melhor performance!

Dra.Fernanda Pena Moreira

CRM 170.765

Tel para consultas: 3050-5123

Formação acadêmica

  • Formada em medicina pela UFMG
  • Título de especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira em Endocrinologia e Metabologia – SBEM
  • Residência médica credenciada pelo MEC em Endocrinologia no Hospital da Previdência de Minas Gerais.
  • Residência médica credenciada pelo MEC em Clínica Médica no Hospital Santa Casa de Belo Horizonte.

Áreas principais de atuação

  • Endocrinologia do esporte
  • Diabetes mellitus
  • Obesidade
  • Doenças da tireoide
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Artigos Depoimento Dicas de treinamento Medicina do esporte

Aula sobre lesões do Triathlon no Congresso da Academia Americana de Ortopedia (AAOS) 2018

No dia 10 de março eu fui convidada para dar uma aula no Congresso Americano de Ortopedia (AAOS) em New Orleans.

O tema que me pediram para falar foi: “Perspectiva da América do Sul: lesões no triathlon.”

Na aula contei um pouco da história do triathlon que é um esporte relativamente novo e tem suas raizes na França em 1920 com uma prova sem paradas de corrida/ciclismo e natação chamada “Le trois sports”.

Pela primeira vez chamado de triathlon  com natação/ciclismo/corrida foi uma prova que aconteceu no dia 25 de setembro de 1974 em Mission Bay, San Diego, California. Essa é a dta considerada o aniversário do triathlon moderno. Havia 46 pessoas para completar um evento multiesportivo que consistiu em 500 yard de natação,  5 milhas de ciclismoe e 6 milhas de corrida.

O Ironman nasceu em 1978 como uma forma de desafiar atletas que tiveram sucesso em natação de resistência e eventos de corrida. Judy e John Collins, um casal da Marinha, com base em Honolulu, propuseram combinar as três corridas de resistência mais duras em Hawaii:  2.4  milhas Waikiki Roughwater Swim, 112 milhas da Around-O’ahu Bike Race e  26,2 milhas da  Marathon Honolulu em um evento. Em 18 de fevereiro de 1978 , quinze pessoas competem com o primeiro IRONMAN.

No início de 1982  a emissora ABC  transmitiu o IRONMAN e havia aproximadamente  600 atletas competindo. Esse número aumentou para mais de 2000 em 2018 , quando esta corrida irá comemora o 40º aniversário.

A União Internacional de Triatlo (ITU) foi fundada em 1989  como órgão governamental internacional do esporte e fez sua estréia no programa olímpico nos Jogos de Sydney em 2000 na distância olímpica.

Associada à tendência da consciência da saúde e bem estar, o triatlo estabeleceu-se como um esporte para massas. Há poucos trabalhos sobre esse esporte especificamente. No entanto, é o único esporte onde os profissionais e os amadores competem na mesma prova, não importando a distância dela.
Na literatura sabe-se que o principal fator de risco para lesão no triatlo não profissional é a participação em um evento de triatlo competitivo.

Foi muito interessante falar dessas lesões para uma platéia de ortopedistas do mundo todo uma vez que isso é o que atendo diariamente no meu consultório, além do fato de eu também ser uma triathleta amadora.

É muito importante observar que o triathlon é um esporte não três. Assim, quando o cirurgião ortopedista vê as lesões, ele deve entender todas as demandas dessa atividade física para entender a causa da lesão e fazer o tratamento na direção certa.

As lesões por uso excessivo representam a maior porcentagem de lesões relacionadas ao esporte que exigem tratamento médico. Os hábitos de treinamento são extremamente variáveis e não diretamente relacionados à incidência ou ao tipo de lesão.

As lesões de “overuse” são a causa relatada em 41% das lesões e  2/3 delas ocorrem durante a corrida. Os locais mais freqüentemente afetados são o tornozelo / pé, coxa, perna. A incidência de lesão não está relacionada com a quantidade média de treinamento ou competição semanal, intensidade ou freqüência de treinamento.

As lesões dependem da fadiga muscular e isso diminui o desempenho e induz o atleta a treinar mais para aumentar o desempenho e, por sua vez, causa ainda mais fadiga. O treinamento de força associado ao treinamento de resistência dentro da especificidade da distância e do tipo de atleta é a chave para prevenir lesões.

Dra. Kelly Cristina Stéfani

Médica ortopedista e triathleta amadora

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Artigos

ARTROSE DO TORNOZELO E PÉ: COMO TRATAR?

Em primeiro lugar vamos entender o que é ARTROSE.

A artrose é um desgaste das articulações que pode acontecer em todas as articulações do corpo.

A artrose primária ela é um processo fisiológico que acompanha o envelhecimento onde há um desgaste da cartilagem presente nas articulações. Esse desgaste é mais intenso, e portanto mais sintomático, nas  articulações que suportam a carga do corpo (coluna, quadril, joelhos, tornozelos e pés) ou nas que são muito utilizadas como as mãos (em especial o polegar).

A artrose secundária é devido a fraturas intra articulares, em especial as de tratamento cirúrgico. Mesmo quando a fratura é tratada adequadamente através de cirurgia a artrose é uma complicação que pode acontecer. A incidência da artrose pós traumática é mais frequente quando maior a gravidade da fratura.

Após a instalação da artrose no tornozelo o tratamento pode ser: uso de órteses, artrodese (colar duas articulações cirurgicamente) ou prótese de tornozelo. Num artigo anterior eu falei sobre a prótese de tornozelo mas ela não é indicada em qualquer caso, a avaliação individualizada de cada paciente é necessária para saber qual a melhor técnica para o tratamento da dor secundária a artrose pós traumática.

Geralmente, o tratamento da artrose secundária é complexo e deve ser feito preferencialmente pelo especialista em pé e tornozelo.

Sabemos que em Medicina não existe verdade absoluta e nem resultados precisos pois as fraturas têm a influência e um número muito grande de variáveis para atingir o resultado final. E essas variáveis não são constantes e portanto não podemos estabelecer uma “fórmula” ideal para isso.

Todavia, quando o paciente é tratado dessas fraturas de pé e tornozelo pelo especialista da área a chance de desenvolvimento da artrose pós traumática é menor pois uma das variáveis é conhecida: a experiência vivenciada em operar os mesmos tipos de fraturas e todas as suas variáveis envolvidas pelo ortopedista especialista em pé e tornozelo.

Dra.Kelly Cristina Stéfani

Ortopedista e Traumatologista

Especialista em Pé e Tornozelo

Coordenadora do Curso de Especialização em Pé e Tornozelo do HSPE

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Depoimento Dicas de treinamento Medicina do esporte

COMO ESCOLHER UM TÊNIS DE CORRIDA – NÃO EXISTE RECEITA DE BOLO

coluna-kelly-novembro

Assisti o  vídeo do Gustavo Maia de 19-01-2107 com o tema: Tênis para tipos de pisada e drop de tênis (uma opinião). Tênis para tipos de pisada e drop de tênis (uma opinião).

Ele deu a opinião dele como corredor e jornalista que conversou com vários profissionais. Um dos profissionais que ele conversou foi comigo.

Vamos falar agora de como escolher um tênis de corrida do ponto de vista de uma ortopedista especialista em pé e tornozelo / medicina esportiva e  triathleta.

Em primeiro lugar você precisa de uma avaliação de um ortopedista de sua confiança para entender quais suas características anatômicas e biomecânicas que irão influenciar na decisão final.

Não existe uma “receita de bolo” e sim a individualidade e especificidade.

O apelo da mídia e as estratégias de marketing são armadilhas comuns atualmente, então é importante que você tenha análise crítica nas leituras nas diversas formas de comunicação atual.

Muitas marcas simplesmente fazem seus tênis na China baseados apenas em design e colocam suas marcas e apostam em estratégias agressivas de marketing. Outras marcas investem em pesquisa e realmente utilizam materiais de qualidade na confecção de seus calçados. O seu ortopedista saberá indicar e te orientar nesse quesito. Hoje existe uma revista cientifica especializada em calçados, onde as conclusões são baseadas em testes biomecânicos adequados e não em “achismos”.

Já li várias matérias na internet e até livros que citam publicações científicas com interpretação errônea. Muito cuidado com o que você lê e acredita!!! Outro aspecto é olhar de forma critica para as publicações científicas. Eu sou orientadora de teses de mestrado e doutorado na área de pé e tornozelo e editora de uma Revista Científica especializada em pé e tornozelo e entendo que trabalhos científicos são para a comunidade científica e não para leigos. Simplesmente porque a comuniddade leiga não tem informações técnicas para interpretar o que o trabalho está dizendo ou até mesmo avaliar a qualidade técnica daquele trabalho científico. Outro fator importante é que um trabalho científico publicado não significa que é uma verdade absoluta!!! Primeiro os trabalhos devem ser metodologicamente estruturados, senão as afirmações finais podem não ser verdadeiras. Segundo, eles têm que ter aplicabilidade prática e não ser apenas teóricos e funcionarem em laboratório. Portanto, o ortopedista especialista em pé e tornozelo que trabalhe com atletas tem as informações técnicas para interpretar esses trabalhos e “traduzir” para a linguagem leiga a importância e o significado desses trabalhos para o paciente em questão.

Cuidado com lojas especializadas em tênis, pois o vendedor não é qualificado para indicar o tênis adequado para você. Por exemplo, os comuns testes de baropodometria estática não tem nenhum significado técnico para escolha do tênis e uma esteira na loja para você correr não necessariamente irá ajudar na escolha. A avaliação do gesto esportivo deve ser feita por um profissional qualificado e é associada a outros critérios.

Mas algumas dicas são úteis:

  1. NÃO EXISTE RECEITA DE BOLO!!! INDIVIDUALIDADE É A PALAVRA CHAVE!!!
  2. Cada corredor tem uma pisada: neutra, supinada ou pronada. Isso se assemelha a cada pessoa ter uma cor de cabelo: preto, loiro e vermelho. Ou seja, são características individuais. Falar que o tênis neutro é melhor é a mesma coisa que mandar todos loiros e ruivos tingirem o cabelo de preto é que normal!!! Não tem sentido!!!
  3. TÊNIS NEUTRO NÃO GERA MENOS OU MAIS LESÃO!!!!
  4. O tipo de pisada (determinado pelo ortopedista) é importante, mas coadjuvante na escolha, a biomecânica da corrida é mais importante. Na dúvida opte pelo tênis de pisada neutra.
  5. O gesto esportivo: aterrisagem com o retropé ou com o mediopé são características pessoais e estão correlacionadas com peso, altura, idade, potência de massa muscular, nível de treinamento, memória muscular (desde quando você pratica atividade física???). O gesto pode ser treinado e aprimorado, sem dúvida, com ajuda de um educador físico e ou fisioterapeuta, entretanto um corredor adulto modificar a aterrisagem de retropé para mediopé e extremamente improvável.
  6. Escolher o tipo de amortecimento: corredores mais pesados, com menor potência muscular e com aterrisagem no retropé necessitam de maior amortecimento e não se beneficiam de tênis leves e minimalistas. Em contra partida os corredores mais rápidos são os que têm menor gasto energético para executar a passada e têm gesto esportivo melhor. Esses corredores podem ser candidatos a utilizarem tênis minimalistas.
  7. O drop do tênis não deve ser elevado, pois senão é como correr de “salto alto”. Os corredores que aterrissam com o retropé precisam de um drop maior os que aterrissam com o médio pé nem tanto.
  8. O tênis deve ser flexível, mas estruturado para proteger e dar estabilidade para o pé e tornozelo.
  9. Correr descalço é válido para quem anda o dia todo descalço, caso contrário não faz sentido
  10. Sempre consulte seu ortopedista de confiança especialista em pé e tornozelo pois ele é o profissional mais qualificado para te auxiliar na escolha do melhor tênis baseado em suas características individuais.

 

Bons treinos, sem lesões!!!

Dra.Kelly Cristina Stéfani

Ortopedista especialista em pé e tornozelo/medicina esportiva

Triatheta amadora na distância Ironman

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Dicas de treinamento

Fisioterapia: prevenção, recuperação e melhor rendimento

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Normalmente a fisioterapia é relacionada a recuperação de lesões. Mas esta afirmação está errada. Tão importante quanto um bom acompanhamento de um educador físico na prescrição do treino, é a presença do fisioterapeuta para realizar uma avaliação detalhada identificando possíveis alterações motoras que podem tornar-se fatores de risco para possíveis lesões traçando a melhor conduta em termos de prevenção.

A fisioterapia é fundamental na preparação e prevenção de um atleta, sendo ele alto rendimento, profissional, amador ou sedentários que estão começando ou voltando a se exercitar. O atleta sofre com dores após os treinamentos ou competições, o grande benefício proporcionado pela fisioterapia, é o alívio e a recuperação acelerada dessas dores, muitas vezes causadas por tensões musculares da prática esportiva. Com a intensidade de treinos os músculos trabalham por um período prolongado, ficando muitas vezes fadigados e tensos.

A dor faz parte da vida de qualquer modalidade esportiva porém nunca deve fazer parte do atleta. Na verdade, deve ser encarada como a única forma que o corpo tem de se comunicar e mostrar que algo não está bem.

Na fisioterapia trabalhamos o relaxamento e a liberação dessas tensões recuperando o atleta de forma que ele retome aos treinamentos sem dores o mais breve possível e que melhore o desempenho esportivo e qualidade de vida.

O Alongamento pelo seu conceito de um bom efeito no desempenho esportivo, gera forte o suficiente para melhora funcional das articulações e dos músculos, protegendo e melhorando o desempenho muscular. Além do aumento da amplitude do movimento e flexibilidade pode se tratar de um fator importante na evolução do treinamento e melhor rendimento.

O Fortalecimento para ser completo, o atleta deve incluir movimentos que trabalhem abdômen, costas e glúteos garantindo melhor performance muscular, promovendo equilíbrio e controle do corpo.

A Massagem Desportiva pré prova proporciona a musculatura para o dia da competição, é uma massagem que estimula a musculatura promovendo a vasodilatação sanguínea e auxilia na preparação mental na participação esportiva. A Massagem Desportiva pós prova será para recuperar as fibras musculares, irá ajudar a promover relaxamento muscular, articular e na liberação de substâncias como o ácido lático. A massagem funcional desportiva pré e pós prova de corrida deve ser personalizada para cada atleta e os estímulos dependem da fase de treinamento/competição e de cada modalidade.

A Massagem Funcional Esportiva é uma técnica personalizada que circula a profundidade do Shiatsu com objetivo de restabelecer o equilíbrio e a harmonia entre corpo e mente, o cansaço emocional e desequilíbrio energético.

Stretching Global Ativo, conhecido como SGA uma técnica de alongamento global visando o próprio gesto esportivo que funciona como o RPG (Reeducação Postural Global), porém de forma especializada e individualizada melhorando a postura e suas compensações.

Análise Biomecânica na Corrida proporciona ao atleta detectar déficits e desalinhamentos de impacto, frequência e amplitude do movimento da passada na corrida, sendo conduzida a um programa de análise do movimento.

Fisioterapia preventiva e na reabilitação favorece técnicas específicas com o propósito de recuperar, sanar e devolver o atleta para a prática esportiva visando a recuperação dos treinos e provas, na prevenção de lesões e preparação para competições e reabilitação, restaurando o desempenho nas corridas. Agende um horário com seu fisioterapeuta, e garanta um melhor rendimento nas competições esportivas.

Claudia Silva (Fisio Run)

Fisioterapeuta Crefito: 3/148660F

Trilopez Assessoria Esportiva

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Atividade Física para Gestantes

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Uma mulher, quando descobre que está grávida,  descobre também que está em um momento único, em um momento mágico, que é praticamente só dela…

Ela descobre que está gerando “serzinho” muito especial, o mais especial de todos e que ele mau apareceu e já é dono de um amor incondicional.

A partir daí, nossa…quantas mudanças…

Muda seu modo de pensar, de agir, suas preocupações, tudo fica totalmente voltado a essa “criaturinha” que dependerá somente dela por muito tempo.

Logo, aparecem as mudanças físicas, começa a crescer aquela barriguinha, o aumento de peso e consequentemente pode aparecer uma série de desconfortos, como: dores nas costas, nas pernas, inchaços,  etc.

Sabe-se que uma gestante não precisa ficar em repouso, a não ser que ela apresente alguma restrição médica, ela pode e deve praticar atividade física. A mulher deve manter seu pré-natal em dia e somente seu médico pode dizer se ela está apta a praticar exercícios físicos, além disso, é importante que o educador físico saiba trabalhar com gestantes, pois cada período da gestação apresentará especificidades e restrições que deverão ser respeitadas.

O exercício físico pode fazer com que essa mamãe tenha uma gestação muito melhor, pois ele ajudará a controlar o aumento de peso, diminuir as dores na

região lombar, melhorar a circulação sanguínea, aliviar desconfortos intestinais, melhorar a flexibilidade e aumentar força principalmente dos músculos do abdome e quadril, reduzir o inchaço, sem contar na melhora da disposição, saúde e qualidade de vida; além disso, estudos mostram que as mulheres ativas suportam melhor as dores do parto e se recuperam mais rápido também.

Hoje em dia é muito comum encontramos gestantes correndo em parques, fazendo aulas de Bike Indoor, treinando musculação, entre outras coisas que antes causavam um certo espanto.

Mulheres atletas e/ou que já praticam atividades físicas, geralmente podem dar sequência à sua rotina, claro que com algumas simples restrições de movimentos principalmente quando a “barriguinha” começa a aumentar.

No caso  de mulheres que praticam esportes específicos, como artes marciais, ciclismo, esportes com bola, entre outros que podem ocasionar quedas ou algum tipo de impacto ou pressão interna no abdome, na maioria das vezes são orientadas a parar esse tipo de prática visando a segurança dela e do bebê, porém podem continuar praticando outros tipos de exercícios, como: caminhadas, corridas leves, natação, hidroginástica, musculação, aulas de ginástica, Pilates, etc.

Já as que não praticam atividades antes da gestação, algumas vezes tem a orientação de iniciar suas atividades físicas após o terceiro mês e essa atividade deve ser implementada de forma gradativa e confortável. Geralmente as mais recomendadas nesses casos são:

  • inicialmente: hidroginástica, caminhadas, alongamentos, Pilates, Yoga;
  • posteriormente: musculação leve, aulas de ginásticas leve, etc.

Independentemente do caso, mulher atleta, ativa ou não, a atividade física deve ser frequente, bastante confortável e prazerosa.

E então mamãe? Viu só quanta opção de ser uma gestante mais saudável e ficar ainda muito mais bonita e elegante?!

Vamos lá! Mexa-se!!

 

Thaís Alves Santos

Personal Trainer

CREF: 027275-G/S

Trilopez Assessoria esportiva

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COMEÇO DE ANO X TREINAMENTO

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As festas de final de ano acabaram, aqueles jantares e almoços finalmente chegaram ao fim, as promessas de início de ano foram feitas e depois de alguns dias finalmente o ano começou, mesmo que popularmente o ano comece após o carnaval, o ano já começou e com ele vem aquela vontade imensa de treinar, recuperar o condicionamento físico perdido, diminuir aqueles indesejáveis quilos adquiridos e retomar ao velho e bom ritmo de prova ou quem sabe a melhora do mesmo.

Porém é justamente nessa fase que acontece os maiores erros dos atletas amadores, propiciando algumas lesões articulares e musculares. Pois o atleta acha que está bem condicionado, negligência o tempo que ficou parado e retoma aos treinos com força total, infelizmente uma somatória de erros muito comum.

Nessa fase, devemos priorizar o ritmo leve nos treinos, dar preferência aos treinos de menor volume e baixa intensidade, enfatizar os treinos contínuos, variar os percursos nas modalidades específicas, aumentar a importância do fortalecimento geral, alternar locais de treinos, no caso do treinador, esse deve optar pela mudança na metodologia de treinamento, favorecendo que o atleta use o esporte como relaxamento e sem tantas cobranças com tempos ou demais marcadores de intensidade.

Esse período de treinamento é chamado de fase de base e vai até meados de fevereiro, claro que vai depender do objetivo e qual prova pretende fazer, após essa fase inicia o período competitivo, onde se muda todo conceito de trabalho e estratégia de treinamento, visando á melhora nas competições ou simplesmente completar a mesma, vai depender muito do nível do atleta e histórico esportivo.

Converse sempre com seu treinador, exponha seus objetivos, mesmo que esse objetivo seja realizado com anos de treinamento, dessa forma o treinador montará seu programa de treinamento e conduzirá os mesmos com maior segurança e menor risco de lesão.

Bom ano, boas competições e bom retorno aos treinos!!!

 

Abraços…

Prof. Gabriel Abreu

Trilpopez assessoria esportiva